Milhares de condutores Portugueses enganados em 1.6 mil milhões de euros

Indústria automóvel enganou automobilistas portugueses em 1,6 mil milhões

Milhares de condutores Portugueses enganados em 1,6 mil milhões de euros

Milhares de condutores Portugueses enganados em 1.6 mil milhões de euros. Indústria automóvel enganou automobilistas portugueses em 1,6 mil milhões.

A notícia fez manchete nos principais jornais em Portugal e só no ano passado, os condutores portugueses devem ter gasto mais de mais 264 milhões de euros em combustível extra. Quem o diz é o mais recente estudo europeu.

Um estudo levado a cabo pela Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E) e divulgado ontem, revelava que a industria automóvel tem vindo a enganar os automobilistas desde 2000. Em Portugal, os automobilistas foram enganados em 1.6 mil milhões de euros.

Este estudo abrangeu toda a Europa e denuncia uma manipulação nos automóveis que custou aos automobilistas europeus, qualquer coisa como 149,6 mil milhões de euros nos últimos 18 anos.

Em Portugal

No ano de 2017, em Portugal os condutores gastaram mais 264 milhões de euros em combustível extra. Mas, se olharmos para os valores de toda a Europa, o valor que resulta dessa manipulação de consumo de combustível, o valor ascendeu aos 23,4 mil milhões de euros.

Neste esquema de manipulação de consumo de combustível, os automobilistas mais prejudicados foram os Alemães. Estes, tiveram que suportar mais 36 mil milhões de euros em combustível adicional. Os ingleses tiveram de suportar mais 24,1 mil milhões de euros, os franceses 20,5 mil milhões, os italianos 16,4 mil milhões e os espanhóis 12 mil milhões de euros. Por cá, os portugueses tiveram que pagar mais, desde 2000, 1,6 mil milhões de euros. Ou seja, é mais do que as famílias portuguesas gastaram num ano em educação, assinala a ZERO.

A T&E refere que a diferença entre o desempenho de combustível no teste e na realidade passou de 9% em 2000 para 42% em 2016. Isto porque, os construtores manipulam os valores em laboratório e também por causa das novas tecnologias, Como por exemplo, o start-stop, que faz o motor desligar sempre que este está parado e cujas as economias de combustível são maiores em laboratório do que em estrada.

A manipulação dos testes de CO2 tem também custos ambientais elevados. Desde 2000 levou à emissão de mais 264 milhões de toneladas, o equivalente às emissões anuais da Holanda e às emissões de Portugal num período de quatro anos.