GNR se não multar é castigado

O JN divulgou que Sargento castiga os militares da GNR que multam pouco

GNR se não multar é castigado

GNR se não multar é castigado. O JN divulgou que Sargento castiga os militares da GNR que multam pouco.

A noticia de que militares da GNR são ameaçados, pelos seus superiores, com penalizações se estes não cumprirem com objectivos de multas, já não é novidade. O Automoveis-Online publicou o artigo, “GNR com objectivo de 500 multas mensais“, que relata este acontecimento no posto da GNR de Santa Maria da Feira.

Desta vez, foi o Jornal de Notícias a revelar que no posto do Sameiro, Braga, acontece precisamente o mesmo, ou seja, os militares da GNR que não cumprirem com os objectivos de multas, são ameaçados com penalizações, pelo comandante.

Como consequência dessas ameaças, quatorze militares da GNR de Braga decidiram avançar com um abaixo-assinado que é demonstrativo da indignação que estes têm em relação às ameaças que sofrem do seu comandante quando não conseguem atingir o número de multas suficientes.

O Abaixo-assinado

Segundo o Jornal de Notícias, os 14 dos 18 militares vão entregar esse abaixo-assinado no Comando central e vão apresentar uma queixa-crime, alegando estarem “desmotivados e apavorados” com a “coação e ameaças” de que têm sido alvos.

Segundo o JN, o Sargento e comandante do posto do Sameiro, Braga, exerceu pressões sobre estes militares para que multassem mais automobilistas, caso contrário sofreriam sanções. Ou seja, o militar que não conseguisse atingir a o objectivo das 15 contra-ordenações mensais seria punido com mudança de horários, proibição de trocar serviços com colegas e outros procedimentos disciplinares.

O abaixo-assinado refere também que o Comandante, “estabeleceu o modo de operar de cada um dos militares” com “atropelo da lei e dos deveres do Regulamento”. O momento tornou-se ainda mais grave no momento em que o Comandante enviou um email, referindo-se aos militares que não conseguiram os objectivos de multas como “parasitas”. Depois, foi a troca de serviços, proibida a quem não atingisse os objectivos e proibiu também que estes militares não pudessem comer fora.

Os militares que apresentaram a queixa, acrescentam que o Comandante os chama de “incompetentes” e aconselha a aplicação do artigo 171 do Código da Estrada. Este artigo permite que um agente de autoridade possa Autuar sem que para isso seja necessário identificar o condutor.

Declarações de Bruno Marques

“O major Bruno Marques, do Comando-Geral da GNR, revelou ao JN que não tinha conhecimento de qualquer queixa e frisou que “no Regulamento de Avaliação do Mérito dos Militares, a quantidade de autos de contra-ordenação não é critério de avaliação.

Fonte:JN