O GPS pode matar!

O GPS pode matar! Sim, leu bem, o GPS pode matar! Quantas vezes é que já se perdeu à conta do seu GPS? Quantas vezes é que o seu GPS insistiu para virar à esquerda em plena auto-estrada? Ou, o mandou para uma localização completamente oposta à que pretendia? Quantas vezes lhe apeteceu pegar no GPS e atira-lo pela janela do seu carro, simplesmente porque este o manda seguir em frente numa rua sem saída? Estas e muitas outras situações, que vive à custa di seu GPS, seguramente que lhe devem ter provocado um verdadeiro ataque de nervos, não?

Estes são apenas alguns dos exemplos do que nos pode acontecer quando confiamos cegamente num sistema de posicionamento global (GPS na sigla em inglês). A verdade é que ao longo de vários anos, situações como as que acabamos de referimos são banais comparadas com alguns incidentes que acabaram muito mal.

Então como pode um GPS matar? Sim, leu bem, matar.

Em Agosto de 2009, Alicia Sánchez e o filho Carlos, de seis anos, seguiu cegamente as indicações do seu GPS, entrou numa “estrada errada” e dirigiu-se para o Parque Natural do Vale da Morte (mais conhecido como Death Valley), a norte do Deserto de Mojave, na Califórnia, EUA. A confiança desta mulher no seu GPS e a sua falta de discernimento levou-a ao interior profundo do deserto. Perdeu-se e quando foi encontrada por uma guarda do parque, o seu filho ja teria falecido e Alicia encontrava-se quase a morrer de desidratação, deitada e a delirar, devido às altas temperaturas naquele local durante o Verão (cerca de 50 graus).

Acerca deste caso, Charlie Callagan, na altura coordenador do Parque Natural de Death Valley afirmou “É um fenómeno que estou a começar a chamar ‘morte por GPS‘. (…) As pessoas alugam carros com GPS, não fazem ideia de como funciona o sistema e estão dispostas a acreditar que o GPS os orientará no meio de nenhures.”

O Parque Natural de Death Valley é um caso flagrante onde é perigoso, e até mortal, confiar nos mapas utilizados pelos GPS, isto porque se trata de uma zona onde existem estradas potencialmente perigosas que estão fechadas e continuam activas nos sistemas.

Uma situação menos trágica, em 2013  foi relatada pela cadeia de TV norte-americana ABC News, quando três turistas japoneses seguiram as informações de um GPS que lhes indicava uma estrada entre uma ilha e o continente. A verdade é que a ilha estava a 15 quilómetros do continente e estava rodeada de água por todos os lados. O resultado foi um carro encalhado na lama e um grande susto para os turistas japoneses, que tiveram de abandonar o carro quando a maré começou a subir!

Um casal sueco, em 2009, em Nápoles a caminho de Capri. Um engano a redigirem o nome do destino levou-os s Carpi no Norte da Itália. “Capri é uma ilha, mas nem sequer acharam estranho o facto de não terem de atravessar uma ponte ou apanhar um barco” comentou um responsável do turismo italiano.

Outra situação insólita passou-se em 2011 no Reino Unido quando um motorista de um camião seguiu as indicações do seu GPS e acabou “entalado” entre dois prédios numa estreita rua de Bruton.

Já este ano, na Catalunha, Espanha, um grupo de turistas seguiram em cinco veículos à procura de um restaurante. A indicação do GPS apontou erradamente para uma estrada de terra batida entre vinhas. O resultado foram cerca de 200 videiras plantadas à décadas destruídas e um prejuízo acima dos 8000 euros.

Micah Alley, coordenador de buscas e resgates dos parques naturais dos EUA, afirma “As pessoas confiam de tal maneira no seu GPS que se esquecem de olhar pela janela para tomar decisões”.
Os GPS são ferramentas que nos podem auxiliar no dia-a-dia, no entanto, como tudo na vida deve haver algum discernimento na sua utilização. Tal como o Homem, as máquinas também são falíveis e em alguns casos mais extremos pode ser a diferença entre viver ou morrer!

 

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