Toyota New Global Architecture

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Toyota New Global Architecture, é assim que se chama a nova plataforma modular. Há algum tempo que a Toyota anda a trabalhar para conseguir obter a tão desejada redução de custos e a redução de recursos utilizados na construção dos seus modelos. Nesse sentido, a marca nipónica anunciou a alteração profunda do seu processo de fabrico, o que lhe permitirá reduzir custos e os recursos utilizados na produção de novos modelos.

A Toyota anunciou a introdução da sua primeira plataforma modular de uso global, à qual atribuiu o nome Toyota New Global Architecture (TNGA) – que promete ser parte de uma revolução do seu processo de produção de automóveis que será implementada a partir do final deste ano. Em última análise, esta reestruturação tem o objectivo de aumentar o volume de vendas para mais de 10 milhões de unidades/ano em todo o mundo. A integração do desenvolvimento da nova plataforma com novas motorizações, juntamente com a partilha de componentes, permitirá uma redução dos recursos utilizados na produção de novos modelos até 20%. Além de um processo de fabrico mais simples, o uso de componentes comuns contribuirá para uma redução do montante investido em novas linhas de produção – que serão próximos dos níveis de 2008, antes da crise financeira. Assim, estas mudanças levaram a uma redução de cerca de 40% do valor necessário para a construção de uma nova fábrica (tornando-se assim mais competitivas) e cerca de 50% de custos para a produção de um novo modelo.

Segundo o vice-presidente da marca japonesa, responsável pela área de pesquisa e desenvolvimento, Mitsuhisa Kato, a nova base modular será introduzida em modelos do segmento C, de tracção dianteira, ainda este ano, nomeadamente nos Toyota Prius e Corolla e no Lexus CT. A TNGA recorre a materiais mais leves e apresenta um centro de gravidade mais baixo. Além disso, a Toyota afirma que a nova plataforma permitirá que sejam utilizados motores mais modernos, que aumentaram a eficiência energética em 25%, mas cerca de 15% mais potentes. Seguir-se-ão outras novas plataformas para modelos compactos e de tracção dianteira, assim como de tracção traseira. Até 2020, metade das gamas da Toyota no mercado recorrerão à nova plataforma e motores. A rigidez das carroçarias aumentará entre 30 a 65%. A nova tecnologia híbrida, que estreará ainda este ano com o novo Prius, será 15% mais eficiente (graças a uma nova configuração do sistema, tal como a motores eléctricos, baterias e inversores mais compactos). Kato diz que a introdução de novas tecnologias, mudanças no processo de fabrico, não invalida a aposta em carros com aspecto mais ousado e que haja mais atenção ao detalhe e à qualidade. O japonês sublinha que “o objectivo principal não é a redução de custos, mas sim fazer melhores carros”.

A Toyota tem neste momento mais de 100 plataformas e 800 tipos de motores, o que resulta em processos de fabrico complexos. O novo método permitirá ter fornecedores globais de componentes, que além de proporcionaram uma redução com os custos, permitirá ter uma produção de acordo com parâmetros globais. Na opinião do fabricante japonês, esta simplificação do acesso a peças e do design dos modelos, utilizando menos variações, o que resultará em carros mais bonitos e com a possibilidade de virem a ter menos defeitos.