Proibição de entrada de carros “Velhos” em Lisboa, entrou em vigor

Lisboa proíbe entrada de carros anteriores a 2000 e 1996

Proibição de entrada de carros “Velhos” em Lisboa, entrou em vigor, foi este o titulo que o Automoveis-Online deu a esta noticia. Mas, na opinião do Automoveis-Online, o titulo adequado seria, “O até já. Lisboa proíbe e governo importa “Sucata”.

Pensamos que este seria o titulo adequado, não porque concordamos com a posição da Câmara de Lisboa, embora a compreendemos, mas porque, a semana passada escrevemos o seguinte artigo, “Alteração no Orçamento de Estado promove Portugal a Sucata da Europa e o abate de empresas“. A questão é, em que é que ficamos, tiramos os carros “velhos” do mercado, para tornar o ambiente mais verde ou importamos mais sucata da Europa e poluímos mais o ambiente?

Quanto à posição da Câmara de Lisboa, pensamos que a medida não é a mais justa, tendo em conta que muitas pessoas, podem mesmo não poder comprar um veículo menos poluente. Talvez tivesse sido melhor, a criação de um regulamento que obrigasse a colocação de um filtro no escape de gases nos veículos de idade mais avançada, em vez da proibição de circulação na capital em determinadas zonas e horários. Talvez fosse melhor para todos os intervenientes.

Segundo a Agência Lusa, “A circulação de automóveis em Zonas de Emissão Reduzida (ZER) de Lisboa, cujas novas regras entraram em vigor na quinta-feira, foi hoje alvo de fiscalização pela Polícia Municipal, contestada pelo vereador do CDS na autarquia da capital.

A ação de fiscalização foi realizada na Avenida da Liberdade, como confirmou à Lusa o comandante da Polícia Municipal, André Gomes, que remeteu a divulgação de resultados para mais tarde.

As restrições de circulação em ZER em Lisboa arrancaram em julho de 2011. A segunda fase foi implementada em 2012 e a terceira iniciou-se na quinta-feira, com os automóveis com matrículas anteriores a 2000 e a 1996 a ficarem proibidos de circular entre as 07:00 e as 21:00 dos dias úteis no centro de Lisboa.

A fiscalização foi, no entanto, criticada pelo vereador João Goncalves Pereira, do CDS-PP, que a considerou uma “mega operação stop, com grande aparato”.

“O que era uma boa intenção ambiental transformou-se numa coisa verdadeiramente inacreditável de caça à multa a lisboetas que ainda não tinham conhecimento desta medida da câmara”, disse João Gonçalves Pereira, em declarações à Lusa, criticando a câmara de Lisboa por não ter assegurado “um período de transição”.

O vereador centrista apelou ao presidente da autarquia, António Costa, “para que mantenha o aparato, mas pare a caça à multa e faça uma campanha de sensibilização”.

Contactada pela Lusa, a câmara de Lisboa escusou-se a comentar as declarações de João Gonçalves Pereira.

Também hoje, o grupo de deputados do PSD na Assembleia Municipal anunciou ter pedido ao presidente da autarquia que diga “se dispõe de estudos que demonstrem a redução das emissões de dióxido de carbono, e em que quantidades” e o “impacto social da medida”.

Caso não tenha os estudos, o PSD defende a câmara deve suspender as restrições à circulação.

De acordo com dados da Polícia Municipal, que é responsável, em conjunto com a PSP, pela fiscalização das restrições, foram passadas 351 multas por circulação indevida nas ZER nas primeira e segunda fases.

Em 2012 foram levantados 202 autos, em 2013 foram 50. No ano passado foram levantados 87 em e este ano, até 13 de janeiro, foram 12.

Nesse período, a Avenida da Liberdade, o Cais Sodré, a Praça dos Restauradores e a Avenida Ribeira das Naus, em Lisboa, foram os locais das ZER onde a Polícia Municipal detetou mais veículos a circular indevidamente.

A Lusa tentou obter dados da PSP, mas, de acordo com fonte do Comando Metropolitano de Lisboa, a circulação indevida nas ZER “não tem tratamento informático específico que a permita diferenciar das restantes infrações à mesma sinalização”.

Os veículos detetados em infração estão sujeitos ao pagamento de uma multa no valor de 24,94 euros.

As restrições de circulação para os carros com matrículas anteriores a 2000 dizem respeito à zona 1, que vai do eixo da Avenida da Liberdade à Baixa (limitada a norte pela Rua Alexandre Herculano, a sul pela Praça do Comércio e abrangendo a zona entre o Cais do Sodré e o Campo das Cebolas).

Já os carros com matrículas anteriores a 1996 estão impedidos de circular na zona 2 (definida pelos limites Avenida de Ceuta, Eixo Norte-Sul, Avenidas das Forças Armadas, dos Estados Unidos, Marechal António Spínola, do Santo Condestável e Infante D. Henrique).

O objetivo destas restrições à circulação é garantir que, de forma progressiva, a cidade tenha veículos de emissão reduzida.

Entre as exceções a estas restrições contam-se veículos de emergência, de pessoas com mobilidade condicionada, históricos (que estejam certificados pelas entidades oficiais), movidos a gás natural e GPL, de polícia, militares, de transporte de presos, blindados de transporte de valores e motociclos. Fonte: Agência Lusa

  • Jorge Cabral

    Esta medida, num País com as características socio-economicas do nosso só pode ser oriunda de quem não tem a mínima noção da realidade.
    O cruzamento de alguns indicadores, entre os quais o valor do ordenado mínimo e mesmo o que se sabe ser o vencimento médio designadamente na zona de Lisboa, a descapitalização grave e generalizada das empresas, acrescida ao facto de não terem acesso a crédito, são realidades INCONTORNÁVEIS que deveriam estar presentes numa decisão deste tipo e que foram simples e levianamente desprezadas.
    Este comportamento autista dos nossos (ir)responsáveis tem que passar a ser VIOLENTAMENTE penalizado pelos eleitores, a menos que estes se considerem indignos de qualquer respeito.
    Por outro lado, não se compreende como é que sobre estas viaturas recaiem valores de Impostos exactamente iguais às outras, quando têm as suas possibilidades de utilização tão canibalizadas. Isto é, os canalhas que promovem estas determinações estão muito mais interessados em show off do que em promover decisões sérias, baseadas em verdadeira competência, honestidade e justiça. Em suma, são gentalha que usurpou o Poder a cavalo nos instrumentos soezes que a Democracia lhes ofereceu como se fossem gente de bem, MAS NÃO O SÃO. E a Democracia tem que passar a contar com estes chico espertos que a corroem e vilipendiam tornando-nos a vida num inferno em lugar de acautelarem tudo o que contribuisse para a valorizar e melhorar.
    Decalcar liminarmente o que se faz em países e sociedades que NADA TÊM A VER COM A NOSSA, so para se ARMAREM AOS CUCOS e darem para o exterior sinais insidiosamente falsos, é repugnante e indiciador dos débeis mentais que temos a (des)governar-ns, onde o exemplo paradigmático é ANTÓNIO COSTA.